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Simulação de inteligência, através da substituição do cérebro por circuitos eletrônicos.
Seria isso possível? |
A Inteligência Artificial(IA) é aplicada em algumas áreas de pesquisa como por exemplo, o processamento do conhecimento (simbólico), redes neuronais, sistemas e linguagens para IA, arquiteturas específicas para IA, processamento de linguagem natural, robótica inteligente(síntese de voz, percepção, manipulação e planejamento).
A inteligência artificial surgiu, a partir das observações do funcionamento dos neurônios(células nervosas) por alguns pesquisadores. Essa observações a princípio geraram as teorias de funcionamento de circuitos eletrônicos e o desenvolvimento da lógica booleana. Com as teorias de funcionamento dos neurônios em circuitos eletrônicos, a idéia de simular a inteligência ou o pensamento através de circuitos eletrônicos ganhou grande força. Com a evolução da Ciência da Computação a partir da década de 1930 com as descobertas de Alan Turing sobre o funcionamento da Máquina de Turing, a idéia de se criar uma máquina pensante ganhou grande incentivo. O bem da verdade, que hoje em dia os sistema de inteligência artificial são utilizados em larga escala em sistemas especialistas nas mais diversas áreas. Na busca em profundidade de grafos, no reconhecimento de objetos em visão computacional, na biometria(análise de digitais), na locomoção e localização de robôs móveis, com agentes inteligentes, em jogos computacionais e videos-games. E em outras várias áreas das ciências. A inteligência artificial tem contribuido para a análise probabilística de dados e cruzamento de informações em sistemas especialistas com banco de dados relacionais. Os algoritmos computacionais se desenvolveram com o objetivo de simularem inteligência e tomarem decisões com base em dados averiguados através de uma certa entrada de dados. Eles evoluíram ao ponto de aprenderem com os dados e resultados recebidos em sua lógica. É claro que isso é apenas uma simulação de inteligência, e não a inteligência propriamente dita.
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Robô olhando para uma máscara. Seriam os robôs dotados de inteligência? Eles fazem somente
o que o software determina no seu algoritmo. Como poderiam ter algum
tipo de inteligência? |
No aspecto filosófico a inteligência artificial tem causado controvérsias. A idéia de criar um máquina
que pense igual ao homem e tenha as suas atitudes tem sido motivo de debate entre vários filósofos.
Para falarmos desse assunto, temos que falar de algo imaterial e de algo material. O pensamento é
imaterial, ele ocorre no espaço. E o cérebro é material, está no campo físico. O dualismo defende esse
tipo de pensamento. Que pensamento e cérebro são coisas distintas. Enquanto, o materialismo defende
a relação mente-cérebro como uma só ocorrência. Essa duas linhas de pensamento filosófico, o dualismo
e o materialismo, defendem situações opostas ao problema mente-cérebro. Mas, ainda poderíamos levantar
outra questão: e a existência da alma. Os pensamentos fariam parte da alma do homem, ou seriam eles
a própria alma. A alma é o centro das emoções e dos pensamentos. Ela é um substrato imaterial.
Tanto o dualismo e o materialismo não defendem a existência da alma. Eles defendem a existência
do pensamento. O que difere um do outro é a maneira como o pensamento é manifesto. Se ele está
juntamente com o cérebro ou se ele ocorre em outro nível, fora do nível cerebral.
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